Renoir e o Impressionismo
O Impressionismo figura como um dos movimentos mais fascinantes da história da arte. Embora a palavra evoque, no senso comum, o ato de causar impacto ou "impressionar" o espectador, o termo técnico originou-se de forma satírica na crítica da época. Inspirado na obra Impressão, nascer do sol (1872), de Claude Monet, o nome consolidou-se para definir a busca dos pintores em capturar a impressão visual imediata da luz, da atmosfera e do movimento, preterindo o preciosismo do realismo fotográfico.
Entre os grandes expoentes desse estilo destaca-se Pierre-Auguste Renoir. Artista extremamente prolífico, sua produção estimada ultrapassa milhares de telas (cerca de 5000), além de um volume igualmente expressivo de desenhos e aquarelas1.
Uma de suas obras mais célebres (e uma das que eu mais gosto), integrante do acervo permanente do Museu de Arte de São Paulo (MASP), é Rosa e Azul (1881). Na tela, Renoir retratou as filhas do banqueiro Louis Raphael Cahen d’Anvers: a loira Elisabeth, à direita, nascida em dezembro de 1874, e a mais nova, Alice, à esquerda, nascida em fevereiro de 1876, então com seis e cinco anos de idade, respectivamente2. O quadro exemplifica a fase em que o artista conciliava a liberdade impressionista com o rigor formal do retrato, uma exigência frequente de seus patronos na alta sociedade parisiense.
Referências
- [1] WIKIPEDIA. Pierre-Auguste Renoir. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre-Auguste_Renoir>. Acesso em: 07 jul. 2026.
- [2] WIKIPEDIA. Rosa e Azul. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Rosa_e_Azul_(Renoir)>. Acesso em: 07 jul. 2026.