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Notas e Reflexões

Assinatura João Arci

Pensamentos, estudos e inspirações ao longo do Caminho.

07 de Julho, 2026

Renoir e o Impressionismo

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As pequeninas Alice e Elisabeth Cahen d’Anvers. "Rosa e Azul" (Renoir, 1881).

O Impressionismo figura como um dos movimentos mais fascinantes da história da arte. Embora a palavra evoque, no senso comum, o ato de causar impacto ou "impressionar" o espectador, o termo técnico originou-se de forma satírica na crítica da época. Inspirado na obra Impressão, nascer do sol (1872), de Claude Monet, o nome consolidou-se para definir a busca dos pintores em capturar a impressão visual imediata da luz, da atmosfera e do movimento, preterindo o preciosismo do realismo fotográfico.

Entre os grandes expoentes desse estilo destaca-se Pierre-Auguste Renoir. Artista extremamente prolífico, sua produção estimada ultrapassa milhares de telas (cerca de 5000), além de um volume igualmente expressivo de desenhos e aquarelas1.

Uma de suas obras mais célebres (e uma das que eu mais gosto), integrante do acervo permanente do Museu de Arte de São Paulo (MASP), é Rosa e Azul (1881). Na tela, Renoir retratou as filhas do banqueiro Louis Raphael Cahen d’Anvers: a loira Elisabeth, à direita, nascida em dezembro de 1874, e a mais nova, Alice, à esquerda, nascida em fevereiro de 1876, então com seis e cinco anos de idade, respectivamente2. O quadro exemplifica a fase em que o artista conciliava a liberdade impressionista com o rigor formal do retrato, uma exigência frequente de seus patronos na alta sociedade parisiense.

Referências

06 de Julho, 2026

A Copa de 2026

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Fazia muito tempo que eu não assistia ao futebol. Gosto muito do esporte, mas me desencantei grandemente de acompanhar o futebol profissional desde o rebaixamento da Portuguesa1 em 2013. Naquele tempo eu ainda torcia para a Lusa, mas não foi "dor de cotovelo"; foi cansaço mesmo.

Cansei de ver a corrupção, o poder e o dinheiro ditando o futebol profissional. Cansei de me sentir manipulado por instituições, inclusive pelo time pelo qual eu tinha afeição. Naquele tempo, ficou a impressão de que alguns dirigentes da própria Portuguesa sabiam que iria dar no que deu: um abismo atrás de outro abismo.

Enfim, parei de acompanhar, de torcer, de gastar meu tempo e dinheiro com o totem "futebol profissional".

Nestas condições, depois de mais de 13 anos, resolvi aproveitar as férias e acompanhar um pouco como anda essa terra, assistindo a alguns jogos da Copa do Mundo FIFA de 2026. Aqui vai um "olhar de fora".

A seleção brasileira (com minúsculas propositais) chegou até onde merecia, na minha opinião. Nem mais, nem menos. Um time de nível de oitavas de final mesmo. Tinha condições justas de passar pela fase de grupos e avançar um degrau. Não tinha organização tática para ir além disso.

Assisti a alguns jogos integralmente, e foram vários jogos muito bons! Nenhum deles, infelizmente, tinha a seleção em campo.

Graças à internet, vi TODOS os gols da Copa. Isso é impressionante, principalmente em se tratando da Copa com maior número de jogos de todos os tempos.

Como sempre, vimos alguns ícones do futebol se despedindo e alguns novos talentos promissores.

Vi espantado algumas (para mim) novidades, como o VAR permitindo aos juízes que relaxem bastante em suas zonas de conforto ("acho que foi, mas não vou marcar pênalti agora; deixa alguém reclamar que eu vejo no vídeo em câmera lenta"). Novidade para mim também foi um jogador deitado atrás da barreira na falta. Interessante e peculiar.

Um ponto muito positivo, para mim, é que aparentemente diminuiu um pouco o "cai-cai" e a choradeira. Ainda tem, mas acho que está cada vez mais pegando mal essa atitude, tão típica dos brasileiros e sul-americanos em geral.

Restam as minhas considerações gerais. Nada me animou a voltar a ajoelhar-me diante dos deuses estranhos da fifa (com minúsculas propositais) e suas hordas de fétidos patrocinadores, bets e outros arquétipos.

E um desejo, sincero e nostálgico, vindo do garoto inconsolável que ficou o dia inteiro na frente da televisão2 em 5 de julho de 1982: espero que surja uma geração de bons jogadores brasileiros que pratiquem o esporte pela vontade sincera de jogar bola.

Referências

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